Coluna nova! Sejam bem vindos.
Eu sinceramente queria começar esse texto com algo engraçadinho, passar pro sério e finalizar com alguma mensagem bonita, sabe? É uma fórmula que dá certo (pra mim, pelo menos). Pode não ser o favorito de muita gente, mas e daí? Só que hoje tá difícil. Tô sem assunto e a única coisa que me vem na cabeça é falar sobre eleição. Mas isso tá todo mundo de saco (ou qualquer outro órgão) cheio, eu inclusive. Para quê falar sobre isso? De novo? Sério? Essa era pra ser uma coluna crítica, viu. Mas tem como falar de um assunto tão enfraquecido de maneira que não faça você dormir, ou fechar essa página?
Eu sou bastante idealista e gosto de coisas com finais felizes, nem que seja só uma pontinha de esperança. Romântica? Iludida? Ingênua? Sei lá, talvez tudo isso sim. Mas e quando até eu não tenho mais fé? Como é que faz? O que se deve fazer quando uma otimista abandona o barco? Desespero, pânico, um mergulho de cabeça no niilismo? Também não é pra tanto. Olha, eu não sou uma pessoa com qualificações suficientes pra fazer uma análise completa e detalhada do cenário político brasileiro. Nem é esse meu objetivo.
Tampouco não é minha intenção fazer você mudar de ideia magicamente e votar em X, Y, Z. Não, eu vou sempre respeitar sua opinião, mesmo que seja divergente da minha. Como diz meu dindo, a gente pode até sentar, tomar alguma coisa e debater (se for a tomando marguerita de limão siciliano que ele faz, melhor ainda). Você faz um esforço pra entender meu lado, eu o seu e pronto. Mesmo que não concordemos, podemos nos compreender e conviver.
Mas também não é sobre isso que eu quero falar. Isso era pra ser básico, respeito é pressuposto (pelo menos pra mim). Senta aqui, quer alguma coisa pra beber? Tá, pega sua bebida favorita rapidinho que eu espero. Vou pegar outra marguerita aqui. Voltou? Ótimo! Eu quero falar pra você é: eu entendo. Se tem uma coisa que faz a maioria dos brasileiros entender o conceito de empatia é essa: a indignação e o sentimento de impotência que todos temos quando se fala de política. Tá ruim. Tá foda. Tá uma piscina de ratos (peraí que eu vou brindar aqui rapidinho em homenagem ao brilhante Cazuza).
Não vai existir luz no fim do túnel, reviravolta maravilhosa, pó de pirlimpimpim ou jogo de palavras no final do texto, que mude esse cenário como a gente gostaria. Você pode não ir votar, dar alguma desculpa, pagar uma multa irrisória e lavar as mãos. Não vou te julgar se você optar por isso. Mas também não se exima de responsabilidade, tá? Qualquer resultado que vier das urnas, também é seu. Omissão também é ação e também tem reação (olha, até rimou, que bonitinho).
Mas se você for lá domingo, assinar seu nome e apertar o botãozinho, a única coisa que eu te peço: tenha consciência do que está fazendo. Ministério nenhum adverte: muita gente deu o sangue, o suor e a vida ao longo da história pra garantir esse direito seu. Acho que elas ficariam bem fulas da vida de ver você dando voto pra parente de amigo, pra legenda (aliás, não façam isso porque houve alteração na lei, quem avisa amigo é) ou pra quem tá aí há anos e (não) faz as mesmas coisas. Olha, minha marguerita tá acabando e esse texto tá ficando longo. Não vai ter final engraçadinho ou retórico hoje. Vou terminar com um pedido: só pensem bem no que vão fazer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário